Distrito 4510 na contagem regressiva de 10 anos para a Hepatite Zero 2030, faça parte da história
Por Humberto Silva
“Quando decidi dedicar minha vida a ajudar aqueles que precisavam e a mudar a situação da hepatite no mundo, eu não estava apenas fazendo isso porque havia sido poupado, embora já com cirrose e à beira de ter as severidades de a doença sem sentir um único sintoma. O que realmente me motivou a combater essa causa e me tornar um líder foi a injustiça por trás disso” – explica Humberto.
– “A hepatite é uma doença sui generis. É uma doença que mata lentamente, que pode levar décadas para consumir o fígado da pessoa – é por isso que é conhecida como uma assassina silenciosa. Enquanto algumas pessoas argumentam que existem outras doenças silenciosas, como diabetes, pressão alta e até algumas formas de câncer, essas doenças não são fáceis de descobrir. Elas continuam aparecendo aqui e ali, todos os dias, o que torna o combate quase impossível para as autoridades de saúde. Mas este não é o caso da hepatite. Este último já está lá, presente em um grupo, em uma porcentagem da população, que o carrega há muito tempo. E tudo o que um governo precisa fazer é fornecer uma triagem para a população e descobrir quem está doente. Isso pode ser feito com testes rápidos de picada no dedo, nas ruas, se você quiser, ao custo de centavos por teste. E quem é diagnosticado, como eu, recebe a chance de lutar por sua vida, pois há tratamento para os dois vírus.
As autoridades de saúde de todo o mundo sabiam que o problema estava lá, ou melhor, que ele está lá. Mas está em silêncio. Então .., por que ir lá e descobrir problemas dentro de sua gestão? Deixe-os lá, eles não estão fazendo barulho. Já existem problemas suficientes, barulhentos, aos quais esse governo deve comparecer. Sempre que alguém surgir com um sintoma, a necessidade de um transplante ou um óbito, isso pode muito bem ocorrer durante o próximo mandato – uma questão para os próximos governadores.
“Essa postura simplesmente fez com que centenas de milhões de pessoas em todos os países do mundo se limitassem ao que podem ser suas sentenças de morte, sem nunca ter a chance de se defender e lutar por sua sobrevivência.
Hoje o mundo é tomado por um fardo de pacientes com hepatite B e C que ainda não têm a menor ideia de sua contaminação e o risco fatal que estão enfrentando. Estima-se que cerca de 400 milhões tenham a doença. Mas apenas 5% a 10% dos infectados são diagnosticados.”
“Justificar que a falta de ação é algo que pode ser feito por vários argumentos, continua Silva, mas temos situações em que vemos o extremo – é quando nós, com nossas equipes de Hepatite Zero, tentamos entrar em um país e com a ajuda de nossos voluntários do Rotary realizam testes entre a população e as autoridades locais negam veementemente essa abordagem. Alguns até foram brutais e ameaçadores, declarando que éramos “proibidos de executar essa ação humanitária”, usando argumentos como o de que lhes causaríamos problemas, pois eles não têm estrutura disponível para tratar os doentes, etc. Obviamente que nosso contra-argumento nesses casos é que também forneceríamos os medicamentos, etc., se necessário, afinal, Rotary Clubs são reuniões de filantropos que estão lá para fazer o bem à comunidade. Mas, mesmo assim, alguns países ainda não mudam de posição. Um deles chegou a decidir mudar de ideia depois de solicitar uma doação de nossos kits de teste. Como o material já havia sido enviado, eles mudaram de ideia e confiscaram os milhares de testes que nós doamos.”
– “Como um líder de milhões de pessoas de um país pode adotar essa postura, simplesmente pela conveniência de não criar novos problemas para o departamento de saúde deles?! Saber que milhões vão morrer e fechar os olhos para isso … Isso é revoltante!”
Graças a Deus, esses casos estavam longe de ser a maioria durante nossa campanha – como muitos participantes pensaram que seria. E a maioria dos mais de 50 países com os quais abordamos nossa ajuda humanitária aceitou nossa campanha e permitiu diagnosticar os infectados.
Ficamos felizes por mais de 1 milhão de apresentações simultâneas em cerca de 50 países. E cerca de 7.000 pessoas foram diagnosticadas. Podemos dizer que aqueles tiveram suas vidas salvas. Pois eles procurarão tratamento, agora têm seu próprio eu para lutar por suas vidas.”
No livro Hepatite Zero projeto mundial de erradicação, é contada a inspiradora história do brasileiro Humberto Silva, que é um sobrevivente da Hepatite C. Indignado com a forma negligenciada com que as autoridades tratam a enfermidade e deixam meio bilhão de pessoas sem diagnóstico, Humberto prometeu a Deus que trabalharia de graça, até o fim de suas forças, para tentar mudar essa injusta situação no mundo. Dessa história, nasceu o projeto mundial “Hepatite Zero”, que hoje é um trabalho importante do Rotary para a humanidade. Um livro rico em fotos bonitas – a maioria delas do fotógrafo Danilo Ramos – percorre, com um gostoso texto, a trajetória dessa grande ação que está sendo implantada em vários países e que pretende atingir a erradicação total das Hepatites Virais. O livro tem ainda passagens interessantes e pitorescas de toda a luta obstinada do ativista, além de informações sobre as Hepatites e ideias para erradica-la.
Hepatite viral é uma ameaça a todos e precisa ser prioridade máxima.
A hepatite é tão perigosa porque é um assassino silencioso.
Muitas pessoas não apresentam sintomas claros e discerníveis e, como resultado, não são diagnosticadas e podem continuar a disseminar o vírus para outras pessoas. Apenas cerca de 9% das pessoas com hepatite B e 20% das pessoas com hepatite C foram diagnosticadas.
Também muito poucas pessoas que são diagnosticadas recebem o tratamento de que necessitam. Sem tratamento, o vírus pode causar cirrose, câncer de fígado e outras complicações mortais.
A hepatite causou cerca de 1,34 milhões de mortes em todo o mundo em 2015, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa taxa de mortalidade é semelhante à da tuberculose e maior do que a do HIV hoje, e está atualmente crescendo. Estima-se que 257 milhões de pessoas estejam vivendo com hepatite B, e 71 milhões de pessoas com hepatite C, globalmente.
A boa notícia é que mais de 95% das pessoas com hepatite C podem ser completamente curadas em um período de dois a três meses. No entanto, para que elas sejam direcionadas ao tratamento adequado, essas pessoas precisam ser encontradas. É importante que o diagnóstico aconteça antes que os sintomas se manifestem, pois por essa altura o fígado já sofreu danos que podem ser irreversíveis, levando ao câncer de fígado e até mesmo à morte.
Para vencer esta luta e evitar milhões de mortes todos os anos, precisamos do envolvimento do maior número possível de pessoas em várias partes do mundo. Juntos, podemos erradicar a hepatite viral globalmente.
O lançamento mundial da campanha ocorreu no último dia 28 de julho, o Distrito 4510 vem participando desde 2016 quando a campanha foi lançada. O Governador Nestor Amarilho, associado do Rotary Club de Assis do Vale, reforça o pedido para que os clubes participem desta ação.
"Neste momento onde enfrentamos esta pandemia, o Rotary vem apoiando as nossas ações, assim eu peço aos rotarianos que façamos o mesmo diante desta campanha de erradicação da Hepatite C. Temos experiências em divversos projetos e programas, a pólio,é o nosso maior exemplo. Façamos o mesmo nesta campanha, nós gostamos de desafios.Sei que por sermos pessoas em ação estamos abraçando também esta causa. Esta é a diferença do Rotary, somos determinados e atuantes", comentou Amarilho.
Junte-se a nós nesta grande luta pela vida!
CONTAGEM REGRESSIVA DE 10 ANOS PARA A HEPATITE ZERO 2030FAÇA PARTE DA HISTÓRIA. ENVIE UMA FOTO SUA PELO clique no link e preencha o formulário https://hepatitiszeroweek.com/pt-br/hepatitezero2030/






